Estudando a EEAR – ASTRA – Associação dos Ex-Alunos Especialistas da Força Aérea Brasileira

Conforme tivemos oportunidade de mencionar várias vezes, a Associação dos Ex-Alunos da EEAR já existe virtualmente, somos nós, em nosso Grupo, por telefone, e-mail e mantendo contato remoto (à distância) uns com os outros e com as mais diversas Unidades da FAB do Monte Caburaí ao Chuí. Estamos nos organizando para nos apresentarmos BEM no XV Encontro Anual de Veteranos “De Volta ao Berço”, em Guaratinguetá nos próximos dias 7 e 8 de Julho de 2017. Já estamos planejando camisetas, faixas, locais para a confraternização de cada Turma, etc.

Para que possamos mais eficazmente auxiliar o Comando da Escola de Especialistas de Aeronáutica por ocasião do Encontro Anual dos Veteranos – precisamos nos organizar juridicamente e já há advogados em nosso meio trabalhando em nosso Estatuto, que será enxuto, simples. Seremos uma Personalidade Jurídica SEM FINS LUCRATIVOS com sede, em princípio, em um espaço a nós cedido dentro da sede da A.M.I.G.A. Poderemos, por exemplo, nos cotizarmos para contratar uma secretária que atenda ao telefone em horário normal de expediente e que faça os contatos necessários com nossos representantes em Guaratinguetá. Naturalmente, para bem representar os Veteranos Especialistas, os colegas residentes em Guaratinguetá com disponibilidade humana e temporal para tanto, precisam estar em permanente contato, mesmo que remoto: por Telefone, pela Internet, Facebook, Reservaer, WhatsApp...

AVISO: a Primeira Reunião da Associação dos Ex-Alunos da EEAR está marcada para as 14 horas do dia 7 de Julho de 2017, nas Dependências da EEAR. Durante aquela Reunião deliberaremos quanto ao que nos propomos a fazer, de que maneira, como nos organizaremos juridicamente, elegeremos um Conselho Diretor, enfim, todos os temas a nós afeitos estarão em debate. Convidamos a todos os Veteranos Especialistas (da EEAer na Ponta do Galeão, da ETAv e da EEAR em Guaratinguetá) que possam comparecer a que estejam presentes à nossa Reunião, que será anual, sempre à tardinha da Primeira Sexta-Feira do mês de Julho. Paralelamente a isso, seguimos com o nosso Trabalho no cotidiano, remotamente, à distância, mantendo sempre contato, auxiliando na organização das Turmas, estudando a História da Nossa Escola e da Nossa Força Aérea. 

Confira on line nosso Estatuto Social. Para ter Direito a Voz, Voto e Assento na Diretoria e Conselho Administrativo da ASTRA é necessário associar-se. Até o dia 07/07/2017 a associação é sem custos e pode ser solicitada através de nosso Formulário on Line em ambiente seguro. Colega Especialista da Força Aérea Brasileira, Clique aqui para verificar se o seu nome já consta como Associado. Caso ainda não conste e o(a) Colega assim o deseje, solicitamos a fineza de preencher aquele Formulário on Line.

 

Da Criação do Ministério da Aeronáutica

Através do Decreto-Lei 2.961, publicado em Diário Oficial no dia 20 de Janeiro de 1941, estava criado o Ministério da Aeronáutica, de maneira que todo o Contingente, assim como todas as Instalações e Equipamentos da Aviação Militar (do Exército), da Aviação Naval e do Ministério da Viação e Obras Públicas fosse transferido para o novo Ministério. Um Homem Competente foi nomeado Ministro da Aeronáutica, o Dr. Joaquim Pedro Salgado Filho.

Daquela unificação participaram, em Solenidade Militar no Campo dos Afonsos, a 27 de Janeiro de 1941, além do Ministro da Aeronáutica, Dr. Salgado Filho, os então Coronel Gervásio Duncan de Lima Rodrigues (Comandante do 1º Regimento de Aviação Militar), o General Isauro Regera (Diretor de Aeronáutica do Exército) e o Contra-Almirante Armando Figueira Trompowsky de Almeida (Diretor de Aeronáutica da Marinha do Brasil e que viria a se tornar o primeiro Brigadeiro do Ar de nosso país).

Com a Unificação de toda a Aviação Brasileira, civil e militar, numa única Pasta Ministerial, houve uma série de ajustes a fazer. Dr. Salgado Filho a todas as questões enfrentou com firmeza e cavalheirismo. O antigo quadro de Sargentos Pilotos da Marinha e do Exército foi extinto e foram criadas, num primeiro momento, duas Escolas de Formação Militar para os Aeronautas.

O Quadro de Sargentos Pilotos existente na Marinha do Brasil e no Exército Brasileiro foi, naquele momento, extinto.

A Escola de Aeronáutica dos Afonsos (mais tarde transferida para Pirassununga, sendo hoje a Academia da Força Aérea) funcionava nas antigas dependências da Escola de Aviação do Exército e devotava-se primordialmente à Formação de Oficiais Aviadores. Na antiga Escola de Aviação Naval, foi criada a Escola de Especialistas de Aeronáutica na Ponta do Galeão a 25 de Março de 1941, devotada à formação de técnicos em diversas áreas, com foco na aeronavegação.

 

Estudando o Currículo de Formatura da ETAv assim como o bem-estar de seus Componentes

 

Enquanto isso, na Europa...

Naquele momento os Nazistas, da Alemanha, começaram um processo de invasões sucessivas aos países circunvizinhos, a seguir até mesmo à Polônia – através do Chamado “Tratado de Não Agressão” entre a Alemanha Nazista e a então URSS, o chamado “Pacto de Aço”, aquela Nação limítrofe entre a Europa Ocidental e a Europa Oriental foi dividida entre a Alemanha e a URSS obrigando os países aliados à Polônia a declarar guerra à Alemanha que, ato contínuo, numa tática de guerra inovadora e fulminante para o período, com o uso da Luftwaffe (Luft = Ar; Waffe = Arma), a Força Aérea Alemã bombardeava o território a ser conquistado. A isto se seguia a invasão por vigorosas Divisões Blindadas, os famosos tanques de Guerra “Panzer” apoiados pela Infantaria Alemã. Como o processo se dava de maneira muito rápida, chamou-se àquela forma nova de fazer guerra de “BlitzKrieg” (Blitz = Relâmpago; Krieg = Guerra). Em pouco tempo a Alemanha Nazista conquistou a Holanda, a Bélgica, a França e países Nórdicos (Dinamarca e Noruega). Consta que o Chanceler Alemão sonhava com uma paz em separado com a Inglaterra, a fim de que somassem esforços contra a URSS. O oposto se deu, num primeiro momento. A URSS, com o “Pacto de Aço” buscava tempo para reunir forças contra o poderoso adversário próximo às suas fronteiras: fábricas de canos foram transformadas em fábricas de fuzis; fábricas de tratores transformadas em fábricas de tanque de guerra, etc. Por outro lado a URSS se dizia e considerava “comunista” e percebia a luta entre Nazi-Fascistas de um lado e Liberais de outro como uma luta entre duas formas de encaminhamento do capitalismo. Não tinham intenção alguma em entrar em guerra, esta lhe foi imposta pelo poderoso adversário externo.

 

O Esforço de Guerra Antifascista e sua repercussão no Brasil

A fim de superar a crise provocada pelos banqueiros e apostadores da Bolsa de Valores que, nos EUA, culminou no "crack" da Bolsa, o Presidente dos EUA Franklin Delano Roosevelt, utilizando as Teorias Econômicas posuladas por David Ricardo, combateu aquela situação através de uma bem sucedida heterodoxia dentro da teoria econômica liberal: o Estado passava a investir em Obras Públicas, contratar mão de obra e, enfim, intervir diretamente na Economia daquele país que, somente daquela forma saiu da crise que culminara com a quebra da bolsa de valores de Nova York.

Ainda neste diapasão, simplificou a tomada de empréstimos junto ao governo estadunidense, fosse pelas Nações diretamente envolvidas no conflito na Europa (até 1941 os EUA permaneceram neutros, contudo tinham plena noção que seu ingresso na guerra era inevitável) fosse pelas Nações Amigas, como o Brasil e o Panamá, que podiam captar recursos junto aos EUA – e o fizeram – a fim de preparar-se para o Esforço de Guerra dos países aliados.

Com aquele recurso, o presidente do Brasil Getúlio Dornelles Vargas adquiriu, junto à Embry-Ridle School of Aviation uma série de cursos de formação de sargentos em nível técnico idêntico ao que era ministrado nos EUA. Na antiga Hospedaria dos Imigrantes, no Bairro do Brás, em São Paulo, foi instalada a Escola Técnica de Aviação, “Forja de Heróis”. Nossos pioneiros da ETAv tiveram o privilégio de estudar, sem sair do Brasil, numa Escola de Primeiro Mundo. A maioria do material didático vinha em inglês, os alunos não faziam a faxina nos alojamentos, as refeições eram servidas com um padrão de qualidade elevadíssimo e a Escola tinha tanto prestígio que as maiores Autoridades Nacionais e Internacionais estiveram em suas formaturas como paraninfos das turmas. O treinamento militar era ministrado, naturalmente, mas o foco estava no Ensino Técnico. Dado o Esforço de Guerra, tanto a EEAer na Ponta do Galeão (que formava fundamentalmente aeronavegantes) quanto a Escola Técnica de Aviação (que formava fundamentalmente os mantenedores do que de mais moderno existia em tecnologia moderna, além de serem os precursores da Meteorologia e do Controle de Tráfego Aéreo no Brasil) formavam diversas Turmas por ano. Cada Especialidade tinha um tempo distinto de duração; algumas com seis meses, outras com um ano, outras com um ano e meio e outras ainda com dois anos de duração. A exigência nos Estudos desligava quem tivesse notas abaixo de 75 e os chamados “cadetes do Brás” recebiam, além de todo o material didático, instrução, hospedagem e refeição, também uma ajuda de custo considerável para a época. Nossos estudos ainda estão em fase de levantamentos, já encontramos pequenas discrepâncias entre os trabalhos acadêmicos escritos a respeito daquele momento da história e a documentação – inclusive fotográfica – que nossos Pioneiros preservaram.

 

Duas Escolas de Formação de Sargentos Especialistas: uma na Ponta do Galeão, no Rio de Janeiro; outra no Bairro do Brás, em São Paulo

Entre 1942 e 1950 a EEAer na Ponta do Galeão e a Escola Técnica de Aviação Graduaram, respectivamente, 1.577 + 3.878 = 5.455 3º Sargentos-Especialistas nas Especialidades abaixo discriminadas

Especialidades EEAer Ponta do Galeão

De abril de 1942 a dezembro de 1949 a EEAer formou no Galeão 1.577 Terceiros-Sargentos Especialistas, média anual de 225, nas seguintes especialidades:

Mecânico de Avião – Q AV

Mecânico de Rádio – Q RT VO

Mecânico de Armamento- Q AR

Rádio de Terra – Q RT TE

Fotógrafo – Q FT

Escrevente – Q EA ES

A ETAv formou, de ago 44 a jun 50, 3.878 terceiros-sargentos (média anual de 646), nas seguintes especialidades:

Manutenção e reparação de aparelhos rádio – (Q AT RA MR)

Controladores de Voo – (Q AT CV)

Observador meteorologista – (Q AT MT)

Operador de laboratório fotográfico – (Q AT LF)

Operação e manutenção de aparelhos de treinamento simulado – (Q AT TS)

Operação e manutenção de Link Trainer – (Q AT LT)

Operação e manutenção de Teletipo – (Q AT TP)

Montador ajustador de motores – (Q AT AM)

Carpintaria- (Q AT CP)

Costura e Entelagem - (Q AT CE)

Chapas de Metal – (Q AT CM)

Eletricista – (Q AT EL)

Instrumentos de Avião – (Q AT IT)

Máquinas e Ferramentas – (Q AT- MF)

Pintura e Indutagem – (Q AT PI)

Manutenção e reparação de paraquedas- (Q AT PA)

Solda - (Q AT SL)

Vulcanização – (Q AT VU)

Manutenção e reparação de viaturas – (Q AT VI)

Manutenção de motor e avião – (Q AT MAV)

Manutenção e reparação de motor – (Q AT MO)

Manutenção e reparação de avião – (Q AT AV)

Manutenção e reparação de hélice – (Q AT HE)

Manutenção e reparação de sistema hidráulico – (Q AT SH)

Manutenção de sistemas elétricos – (Q AT SE)

Ajude-nos a manter a sáude física e intelectual plena, Amiga Márcia Almeida, para que possamos, em tempo real, utilizar BEM todo o monumental Material que o Amigo Estadunidentes nos encaminha. Forte Abraço, Baracho? Estamos Juntos!

 

 

 

Francisco Drezza - Turma 14 da ETAv - 03/03/45 – Patrono dos Controladores de Voo

A ETAv graduou 107 Turmas de Sargentos Especialistas; o Pioneiro Zózimo Lima Filho - Turma 61 ETAv - 01/08/47 - Q AT CV teve o cuidado de guardar os Boletins de Formatura das Primeiras Turmas de ETAv, da Primeira até a de número 71. Faltam alguns poucos no entremeio, assim como os Boletins das 36 Turmas graduadas na ETAv após a de número 71. Estamos empenhados em conseguir aqueles boletins, assim como os boletins de formatura de todas as Turmas e disponibilizá-los na Página dos Veteranos Especialistas na Internet.

Datilografando a mão aqueles boletins, depois digitando-os em computador para que não se desgastassem, Zózimo percebeu que a Primeira Turma a formar Controladores de Voo no Brasil foi a de número 14, que Chico Drezza foi o Primeiro Colocado daquela turma e propôs seu nome como Patrono dos Controladores de Voo do Brasil. Assim ele é reconhecido e aclamado pelos seus pares. Merecidamente. Conversamos algumas vezes e ele está em contato conosco com a ajuda inestimável de sua filha, Cristina Drezza. Chico Drezza preservou bastante material pictográfico de seu tempo na ETAv e Cris Drezza, de vez em quando, encontra algo e nos faz brinde.

Note que o Controle de Tráfego Aéreo – até por quase desnecessário: não havia tantas Aeronaves no Brasil e o controle era feito por acerto de dia e hora de em que o voo se daria, pelo que compreendemos – nasceu em nosso país na ETAv, o mesmo ocorrendo com a Meteorologia. Afinal, estudarmos a situação dos ares do Brasil nos momentos que antecedem um voo é fundamental, entre outras coisas, para que as Aeronaves possam evitar tempestades. Também a Eletrônica nasceu no Brasil, na ETAv. Seria sensível de nossa parte conseguirmos encontrar também nossos Patronos.

 

 

Participe Conosco deste Encontro Virtual entre Especialistas desde 1942 até 2016!

A decisão da fusão entre as duas Escolas de Formação de Sargentos Especialistas

Durante toda a década de 40 do século passado (1942 a 1950) havia, portanto, duas Escolas de Formação de Sargentos Especialistas. Era um dreno de recursos ao Ministério da Aeronáutica e ocorria mesmo a redundância em algumas Especialidades, que se fundiram. Parece-nos que a Especialidade de Enfermagem nasceu na EEAer na Ponta do Galeão por volta de 1950, estamos aguardando mais precisão quanto a esses dados, e como a Especialidade progrediu.

Debatendo a fusão das duas Escolas Militares, pensou-se em instalá-la em Natal e outros pontos do Território Nacional. Presente a uma Reunião acerca dos rumos da política na Bacia do Prata (Brasil, Uruguai, Argentina e Paraguai) o Prefeito de Guaratinguetá André de Broca Filho ficou sabendo da notícia e se recordou da existência, em sua cidade, de uma instituição de formação primária com um amplo terreno e a desvantagem de contar com um corpo discente superior ao corpo docente (havia mais professores que alunos). Em pesquisa profunda e acurada em Junho de 2001 o Tenente-Coronel Especialista em Armamento Sérgio Gonçalves Baracho, então chefe da Subdivisão de Instrução Técnico-Especializada e Científica (STE), subordinada à Divisão de Ensino EEAR em Guaratinguetá, apresenta-nos um trabalho acadêmico primoroso, com todo o rigor científico e o coração de um Humanista: confessa haver-se comovido várias vezes ao entrevistar a Sra. Ivone Viana de Broca, viúva de Broca Filho, já octogenária.

Os adversários políticos de Broca Filho não desejavam perder o espaço que usavam para suas benesses pessoais aos muitos professores e poucos alunos da Escola Prática de Agricultura. Fizeram abaixo-assinados, encaminharam petições a diversas Autoridades Nacionais e levantaram a Opinião Pública de Guaratinguetá contra a instalação de uma Escola Militar na cidade. Em sua carreira política, Broca Filho se queixava de receber mais votos (para Deputado e Senador da República) em outras cidades do que em sua terra natal. Sua decisão, de alta relevância para a cidade, causou a ele pessoalmente, muito sofrimento. Desta distância saudável que o Tempo permite, percebemos claramente que uma Escola Militar, Federal, de Ensino Médio, traria mais benefícios para a cidade que a Escola Prática de Agricultura. Contudo, o imaginário popular contemporâneo sempre encontra dificuldades em ver a realidade tal qual é. Acreditar mais na propaganda que na realidade vivida não é novidade. Sendo assim, a animosidade dos munícipes contra os Alunos e a EEAR perduraram durante vários anos e até mesmo após sua morte Broca Filho foi injustiçado, o que determinou a pesquisa nodal de Sérgio Baracho sobre sua importância na implantação da EEAR em Guaratinguetá.

   
Em trabalho acadêmico de Nível Superior, Sérgio Gonçalves Baracho, seguindo todos os rigores da metodologia científica, prova cabal e documentalmente que Broca Filho foi o responsável pela instalação da Escola de Especialistas de Aeronáutica em Guaratinguetá num texto apaixonado e apaixonante. Esta Obra vem servindo como fundamento para a pesquisa acadêmica desde o seu lançamento em Junho de 2001 - Clique aqui para baixá-la em formato PDF

 

 

 

O Processo de Fusão entre as duas Escolas de Formação de Sargentos Especialistas

 

Para nossa imensa sorte, o Pioneiro Germano Hammerle - Turma 95 da ETAv preservou fotos do momento exato da Fusão da EEAer na Ponta do Galeão, cujos alunos foram transferidos para São Paulo, com a Escola Técnica de Aviação, ocorrida no mês de Abril de 1950, onde os Alunos ficaram até que as Instalações da antiga Escola Prática de Agricultura estivesse adequada à acomodação de todos os Alunos egressos de ambas as Escolas de Formação Secundária. Já em Dezembro de 1951 ocorreu a Formatura da Turma de Número 108, a Primeira Turma de Sargentos Especialistas Formados na Escola de Especialistas de Aeronáutica em Guaratinguetá, cuja sigla seguia a mesma da Ponta do Galeão: EEAer. Ainda não está claro para nós, contudo, pelo tempo, partimos do pressuposto que a Turma 108 começou os estudos nas dependências da ETAv e os concluiu em Guaratinguetá. Outra hipótese Racional é a de que teria ocorrido entre os cursos de menor duração. Aguardamos a chegada dos Antigões da Turma 108 para, em recordando, nos prestar esse tipo de esclarecimento; paralelamente a isso, pretendemos viajar a Guaratinguetá para aprofundar nossas pesquisas e os meios materiais de tornar possível esse propósito começam a surgir e aqui me sinto devedor dos debatedores da Tribuna Livre do Reservaer, sem os quais aqueles meios não surgiriam.

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Grupamento da ETAv em Junho de 1950, por ocasião da Fusão das Duas Escolas de Formação de Sargentos Especialistas

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Grupamento da EEAer Ponta do Galeão em Junho de 1950, por ocasião da Fusão das Duas Escolas de Formação de Sargentos Especialistas

 

Curiosamente, fomos cientificados pelo Antigão Adão Damasco Sanzovo - Turma 123 - 28/07/55 de que a sua foi chamada de “Terceira Turma Originária”, ou seja, a Turma 121 (Graduados em Agosto de 1954) provavelmente foi a Primeira Turma que começou e concluiu seus estudos em Guaratinguetá, o que nos leva a crer que o processo de transferência dos Alunos, das dependências da ETAv em São Paulo para Guaratinguetá levou um pouco mais de tempo do que os trabalhos acadêmicos até aqui consultados dão a entender. Aguardamos o contato com os Antigões Especialistas das Primeiras Turmas Graduadas na EEAer para que nos esclareçam esses pontos ainda não muito claros em nossos estudos sobre a Nossa Escola. Paralelamente, estamos estudando com afinco a “História Geral da Aeronáutica Brasileira”, publicação do INCAER e pretendemos aprofundar nossas pesquisas IN LOCO, seja na Antiga Hospedaria dos Imigrantes, Antiga ETAv e hoje Museu da Imigração, seja no INCAER, seja na EEAR em Guaratinguetá ou onde mais haja informações relevantes à nossa pesquisa.

 

Trocas de Uniformes e Tarjetas

Com os Antigões da TURMA DOS 500, particularmente o Dirceu Borin, que me brinda com diálogos e relatos magníficos acerca das aventuras daquela Turma famosa, já descobrimos que o uniforme cáqui, usado até a Semana Santa de 1958 foi substituído pelo Azul provocando, inclusive, um acirramento de ânimos entre os munícipes que provavelmente imaginavam um contingente ainda maior de Alunos chegando à então pequena cidade.

A propósito, Barateia é um tipo de tecido de seda misturada com algodão que se pode tingir em qualquer tonalidade. A expressão “Azul Barateia”, muito utilizada em nosso meio, causava alguma confusão pois por muito tempo se imaginou que “barateia” fosse uma tonalidade de azul; não é, trata-se de um tipo de tecido.

Tabela com as cores das Tarjetas por ocasião da introdução das Tarjetas de Acrílico - Pesquisador: Aluno 70-122 - Antonio Oliveira de Farias - Turma 156 - 10/12/71 - Q AT MT

Tudo indica que até a Turma de número 142 da EEAer usavam-se crachás de plástico com o nome do aluno inserido. A partir da Turma 143 foram introduzidas cores nos crachás – que passaram a ser chamados de Tarjetas – nas cores Verde, Amarela, Azul e Vermelha. A Turma 143 recebeu a cor Vermelha; na tabela acima, providenciada pelo  em nossa página que o Antonio Oliveira de Farias, Primeiro Colocado da Turma 156, Meteoro, que está estudando esse tema conosco, disponibilizou).

Cativado e sonhador... Emocionadíssimo em frente à ESCOLA TÉCNICA DE AVIAÇÃO, à Rua Visconde de Parnaíba, 1316 :)

 

Enfim, no segundo semestre de 1970 foram introduzidas as Tarjetas de Acrílico em substituição às antigas, de plástico. A turma 155 que usava tarjeta de plástico na cor vermelha, passou a utilizar tarjetas de acrílico na cor branca; a turma 156 que usava tarjetas de plástico na cor azul, passou a usar tarjetas de acrílico na cor amarela; a turma 157 que usava tarjetas de plástico na cor amarela, passou a usar tarjetas de acrílico na cor azul e a turma 158 que usava tarjetas de plástico na cor verde, manteve a cor quando os alunos passaram a utilizar aquela peça em acrílico. Ainda não conseguimos levantar os motivos – provavelmente banais – que levaram à INVERSÃO nas cores das tarjetas das turmas 156 e 157.

Num comentário em nosso Grupo, uma Aluna que se graduou no Século XXI ficou espantada ao ver como usávamos nossas tarjetas: “nossa, o milhão ficava bem à mostra!”. É certo, após a promulgação da Constituição de 1988 ficou garantido “o amplo direito de defesa e o contraditório”, como já ocorria na América do Norte e na Europa, por sinal. Falta-nos descobrir o que exatamente mudou e quando. Alguns dos motivos já conhecemos.

No meu tempo o Uniforme “de Serviço” recebia o número 10, era o décimo uniforme, com camisa de manga comprida e calça comprida, ambos em brim azul e o uso do coturno. Aquele uniforme mudou, e hoje tem tons de verde e marrom, típica camuflagem para atuar na floresta. Falta-nos descobrir onde portam o número; aparentemente não fica mais à vista.

Alunas: o Quadro Feminino da FAB enriquece a Força Aérea Brasileira com a beleza, a honradez, a delicadeza e a firmeza da mulher brasileira. Ainda estamos estudando quando o Quadro Feminino foi implantado para Sargentos Especialistas e quando foi transferido para Guaratinguetá. A formação de Oficiais Especialistas do Quadro Feminino tampouco nos está precisamente clara; temos o firme propósito de pesquisar o tema e trazer componentes daquele Quadro para o nosso Grupo. Consta inclusive que já há Especialistas do Quadro Feminino que estão na Reserva há tempos; em outras palavras, já há Veteranas Especialistas e precisamos delas no Grupo, inclusive para ampliar a nossa pesquisa.

 

Fabianas Saudações,

Professor-Doutor e Ex- Aluno 77-1183 - Lázaro CURVÊLO Chaves - Turma 171 - Branca - 13/07/79 - Q AT RA MR (Eletrônica)

Secretário-Geral da ASTRA - Associação dos Ex-Alunos Especialistas da Força Aérea Brasileira

Bibliografia e Fontes de Pesquisa:

"História Geral da Aeronáutica Brasileira" - Publicação do INCAER

"Síntese Biográfica de André Broca Filho" - Sérgio Gonçalves Baracho

"Trajetória do Especialista - Ensaio sobre a Escola de Especialistas de Aeronautica" -  Berilo Lucena de Cavalcante

Entrevistas com mais de cinquenta colegas que, em parte vivenciaram os Eventos acima narrados

 

Canal da ASTRA no Youtube:

https://www.youtube.com/c/lazarocurvelo

Links de Interesse:

IV Viagem de Trabalho e Estudos da ASTRA - Setembro de 2016

III Viagem de Trabalho e Estudos da ASTA - 08 a 18 de Agosto de 2016 - Relatório

Entrevistas com nossos Antigões e Colegas mais Famosos que nos concederam um momento

NOSSOS ANTIGÕES: Galeria de Honra dos Veteranos Especialistas - Agosto/2016

GALERIA DE COMANDANTES DA EEAR, DE 1941 AOS DIAS DE HOJE

Turmas em Dados: Quantidade de Formandos, Data de Formatura e Primeiro Colocado

Associe-se à ASTRA - Associação dos Ex-Alunos Especialistas (EEAer Ponta do Galeão; ETAv; EEAR; CIGAR, CIIAR) Clique aqui para ir ao Formulário

TRAJETÓRIA DE HONRA – De Sargento a Brigadeiro - Uma Vida de Amor à Força Aérea Brasileira - Walacir Cheriegate e Diolásia de Lima Cheriegate (uma resenha)

Documentos e Teses Para Pesquisa Acadêmica

Turmas Já Arroladas pelo Nome Completo de cada Componente: 129, 140, 145, 147, 157, 170, 171 e 173 - ARROLE TAMBÉM A SUA!

Canções Patrióticas - Nossas Canções

Pratique a Canção do Especialista e os Toques de Corneta. Clique aqui

Gincana proposta pelo PIONEIRO Especialista Mais Antigo Vivo: teste seus conhecimentos sobre a Bandeira Nacional

 

 

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Acatando, após relutância, a sugestão do PIONEIRO ESPECIALISTA Benonil Gomes de Melo, Graduado Q AV na Turma 17 da EEAer na Ponta do Galeão a 07/10/48. Nosso Antigão encontrou uma fórmula Racional de aprimorar nosso trabalho até que a nossa Associação esteja devidamente Formalizada Civelmente. Para compreender e colaborar com aquela idéia, clique aqui